terça-feira, 22 de março de 2011

Uma Historinha



               Uma brincadeira... Uma idéia concreta... Uma realidade! Este é o nosso espaço virtual, onde paramos, respiramos fundo e partilhamos as aventuras e desventuras da nossa vida...
              Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta: “Deus: criou tudo o que existe?".
Um aluno respondeu valentemente: - Sim, Ele criou...
Deus criou tudo?”“, perguntou novamente o professor?
“Sim senhor”, respondeu o jovem.
O professor respondeu: “Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e, partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?".
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, regozijava-se por ter provado mais uma vez que a fé era um mito.
Outro estudante levantou a mão e disse:
"Posso fazer uma pergunta, professor?"
Claro à resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou: Professor, o frio existe?
Que pergunta é essa? É claro que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu: De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo o corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia: o calor é o que faz com que esse corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.
O mal não existe senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem. É o mesmo dos casos anteriores: o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não, é como a fé ou como o amor. Que existem como existem o calor e a luz.
Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado...
Imediatamente o diretor da referida universidade dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome.
“E ele respondeu: “ALBERT EINSTEIN”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Pequeno Promissor



           O maior erro de quem se considera grande é subestimar o pequeno. O grande nasceu pequeno e cresceu e o pequeno muitas vezes cresce em cima das fraquezas dos grandes.  A grandeza do homem não está na sua estatura física, nem no seu poderio financeiro, mas na sua altitude mental. Um dos maiores impérios que possa ter existido sobre a face da terra o temível Império Romano, foi devastado por um povo por eles menosprezado chamado de Bárbaros; a arrogante Babilônia subestimou os Medos e Persas e acabou sob o domínio deles; quem destruiu a Fortaleza de Jericó? Da decantada e sofisticada Bizâncio, maior soberba do Império Bizantino, o que restou dela? A Bíblia relata o clássico duelo entre o pequenino Davi e o gigante Golias quando o pequeno vence o grande numa batalha imortal em tempos bíblicos. 
                No Evangelho de São Marcos o reino de Deus é comparado a um grão de mostarda: “Quando semeada é a menor de todas as sementes sobre a terra; mas, uma vez semeada, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e deita grandes ramos a ponto de as aves do céu poder aninhar-se à sua sombra” (Marcos 4:31-32). Comparáveis simbolismos podem ser encontrados no Chandogya Upanishad, Cap. 3.14.2-3, ao descrever a alma individual (atman) que é a mesma Alma do Universo (Brahman): “Esta minha alma que jaz no fundo do meu coração é menor que um grão de arroz ou de cevada, menor que um grão de mostarda, mas é maior que a terra, maior que a região entre a terra e o céu (...), maior ainda que todos esses mundos juntos”.  
             O pequenino Jornal Axé em Notícia (informativo do Ilé Asé Dajó Ìyá Omí Sàbá) surgiu de uma grande idéia trazendo consigo o pioneirismo no gênero em nosso estado e com grado objetivo, cujo mesmo é propagar e prestigiar a religiosidade de um povo, bem como sua cultura e suas tradições, além de apresentar também serviços de utilidade pública à população areia-branquense. Estamos documentando a nossa história para que as futuras gerações possam conhecer a realidade à cerca da nossa crença; que possam compreender a nossa forma de vivenciar a Deus, entendendo Deus não como uma divindade do ontem que passou e/ou do amanhã que há de porvir, mas como uma consciência do hoje; para que certos conceitos errôneos que se apregoam a respeito da religião de matriz africana sejam esclarecidos.  
                Não pretendemos erguer nenhum obelisco em nosso louvor, mas, em honra às nossas divindades e com isso contribuir para com a história do culto ao Candomblé e Umbanda na urbe. 
              Todavia, para os que se consideram grandes demais e queiram construir o seu Arco do Triunfo (particular), que o faça, porém, com bases bem estruturadas para depois não correr o risco de o monumento símbolo dos vossos louros cair sobre vossas cabeças.  Deixamos também, o lembrete para os que vivem em castelos de areia: ele poderá ser banido pela próxima onda e levado para as águas profundas do inconsciente coletivo; ser diluído nas águas sagradas da nossa Mãe Yemanjá.  
              Não existe um grande que não tenha sido pequeno, nem um pequeno que não tenha a probabilidade de crescer.  Em verdade, vos digo:  grande mesmo é o poder de Olorun (Deus) que há de reinar sobre tudo e sobre todos até a consumação dos séculos. Axé! (amém)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Para Minha Mãe Yarobá Lúcia Helena de Exú





A consideração por ti é o que a torna notável
a coragem que possui é o que a torna suficientemente prudente
é o que marca tua passagem pela história de liberdade,
o que torna tua vida um patrimônio pela história da humanidade
essa é a verdadeira mulher
o estimulo que conquistou a plenitude do amor e da poesia
está escrito: és um ideal apaixonante
uma direção certa
um coração vibrante
uma razão de viver
um ponto de convergência
tudo isso faz de ti uma tarefa estonteante
que ultrapassa o principio do preconceito
que cega a limitação
que une todas as forças
na luta para reverter sua realidade
ofuscada pelo patriacalismo
sua sensibilidade não é sua fraqueza
é a sensibilidade de um despertar da sua firmeza
da nossa monotonia
do nosso materialismo
da nossa insensibilidade
tudo que envenenou a alma das criaturas,
que levantou no mundo as muralhas do ódio, da miséria e do martírio
mulher, uma musa na vida das pessoas com as quais convive
com a senhora, os pássaros passam cantando
as águas murmuram
as cores falam
as árvores caminham
as flores batem palmas
o universo se torna uma orquestra
é a originalidade do seu nome que leva e eleva o mundo
és um espírito que veio vitalizar as sombras e iluminar as vidas...
obrigado por me permitir fazer parte de sua vida...

Por seu filho Noamã Jagun

Meu Orientador Espiritual


                           Meu primeiro contato com o babalorixá Melquisedec aconteceu em abril de 2004, desta feita quando fui apresentado ao mesmo através da minha mãe yarobá Lúcia Helena de Exú por meio de uma conversa telefônica e num desses diálogos via Embratel que tivemos, surgiu à idéia de fazer um encontro cultural aqui na cidade de Areia Branca.  Em 14 de julho do mesmo ano realizemos o combinado encontro cultural de religião de matriz africana, que marcou uma sucessão de vários outros eventos do mesmo gênero e em julho de 2010, promovemos o 7º encontro, sem falar que no mês de dezembro durante os festejos alusivos á Yemanjá acontece o Encontro das Mulheres que em 2010 já foi realizado o 5º evento.
                        Melquisedec chegou à minha casa sem me conhecer pessoalmente, apenas com um endereço em mãos e uma proposta, eu também não o conhecia, contudo, hospedei-o no aconchego do meu lar. A partir de então, descobri o ser humano maravilhoso que ele é. Um homem de bem, de caráter recomendável, de personalidade firme; o homem mais sábio que tive a oportunidade de conhecer.  Sou muito grato a esse senhor que me ensinou a dar os primeiros passos rumo ao orixá, me mostrando o caminho que levaria ao mesmo. Ele não me deu o peixe, mas me ensinou a pescar para que eu pudesse assim, garantir a alimentação da casa.  Abriu meus horizontes me mostrando novas paisagens, novas perspectivas, me fazendo entender que querer é poder quando se ousa querer. Que o orixá  é uma energia que aflora de dentro de cada um de nós, a partícula divina que liga a criatura ao criador e jaz em cada ser.
                     Antes tinha um sonho de conhecer o candomblé e nele me iniciar e realizei esse sonho através de baba Melqui. Em 19 de julho de 2004 já passei pela primeira obrigação ritualística dentro do tão sonhado candomblé e a partir de daí, adotei o culto a nação ketu como ritual da minha casa e sob a orientação desse bom senhor que, doravante passou a me mostrar o caminho pelo qual deveria seguir e, assim, alcançar êxito na realização do trabalho que eu pretendia fazer. Hoje me considero um privilegiado por pertencer à família Melquisedec de Sangó. De comungar do mesmo akasá (comunhão, hóstia). De ter esse sábio senhor como meu mestre. Antes parecia impossível adaptar o ritual da minha casa a uma doutrina da qual não tinha o devido conhecimento, mas a vontade de mudar foi maior que as dificuldades que encontrava no caminho e o poder de superação venceram todos os obstáculos. Mas tudo isso graças ao apoio dado por ele que teve paciência e disposição para me passar a lição, fazendo uma execução paulatina dos ensinamentos no gotímetro da sabedoria.
                     O babalorixá Melquisedec da Rocha tem prestado relevantes serviços à cultura areia-branquense, quando deixa suas ocupações em Natal e vem trazer propostas do nível religioso e cultural aqui para salinésia e seu trabalho não se limita apenas às dependências do Ilé Asé Dajó Iyá Omí Sábà, mas para toda a cidade, quando promove eventos culturais em lugares públicos e destinados a população em geral, contribuindo para a formação cultural e intelectual dos munícipes. Babá Melqui jamais veio passar férias em Areia Branca, mas sim, passar conhecimentos sobre uma cultura de origem africana que está introduzida de modo intrínseco na história desse nosso miscigenado país. Sou-lhe muito grato por tudo isso meu velho pai!