sexta-feira, 24 de junho de 2011

Inesquecíveis Festas de São João



          

           Hoje é dia de São João e eu sou do tempo em que nessa data as pessoas faziam adivinhações, assava milho na fogueira, meninas faziam simpatias diversas e uma delas era escrever o nome do amado debaixo do travesseiro, outras que afogava o pobre do santo Antônio dentro de um copo de cachaça e de cabeça pra baixo (isso já é terrorismo vamos combinar com o pobre do santo ), que enfiava uma faca virgem num pé de bananeira. Espero que alguém ainda faça esse tipo de simpatia e que as agulhas unam as pontas, que as brasas da fogueira se encontrem e a aliança toque o menos possível, mas que toque. Lembro daquelas que ao acender da fogueira (coisa antiecológica em dias de hoje) ficava prestando atenção para ver qual o primeiro nome de homem pronunciado ou se a sua sombra aparecia na parede; que pulava a fogueira três vezes e pedia pra o seu amado sempre lhe amar, dos que arrebanhavam um bando de meninos e meninas para serem madrinhas/padrinhos de fogueira; que guardavam toda comida do dia pra sonhar com o amado vindo jantar. 
             Eita! é tanta coisa oxente! que dá um caderno inteiro. São tradições passadas de uma geração a outra, que nem sempre davam certo, mas se tentava. São maneiras de reviver a cultura, de sair do caritó ou de apenas sonhar... 
              Era muito bom sentir esse clima junino. Todas essas coisas: o xote, o forró pé de serra que se dançava antigamente sem fazer da parceira um pião, e a malemolência do xaxado, a brincadeira do pau de sebo, as anedotas ao redor da fogueira, os fogos de artifícios, os traques (que eu detesto), as cobrinhas correndo reluzentes para nos queimar, o inocente chumbinho e a potente bomba trovão. Tudo isso serve para o sertanejo festejar a vida, tão pouco digna de festejos, tão lapeada pelos tantos patrões, tão assolada e secante pelo clima. 
              Mas como diz Euclides da Cunha somos verdadeiramente fortes, somos produtores de saberes, somos na nossa forma simples os edificadores de uma raça que pode ate se vergar, mas nunca se quebra. Sinto muito orgulho de ser potiguar, nosso estado ta um caos em termos de governabilidade, ta com uma capital meio sem direção, mas é o meu Estado, a minha terra, a minha matiz e o meu melhor lustrador. Hoje não tenho o São João que gostaria de ter, mas tenho o direito de me reportar a inesquecíveis Festas Juninas.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O poema que não farei



O poema que eu não fiz
Que ninguém o faça
Que ele se refaça
Nos seios que poderão amamentá-lo
Das mudanças que não hei de conhecer
Que ele sangre das pedras
E se transforme em pães
Para alimentar os filhos que não poderei fazer
Que ele grite capoeiras
Que pule nas praças
Que ele dance cirandas
Que ele fecunde os ventres
O poema que eu não fiz
Que ninguém o faça
Que ele se refaça
E se esfacele
No meu silêncio...

sábado, 4 de junho de 2011

O Ser Masculino e Feminino



O Homem é a mais elevada das criaturas...
A Mulher é o mais sublime dos ideais...
Deus fez para o Homem um trono,
para a Mulher um altar...
O trono exalta,
o altar santifica...
O Homem é o cérebro,
a Mulher, o coração...
O cérebro produz a luz,
o coração, amor...
A luz fecunda,
o amor ressuscita...
O Homem é o gênio,
a Mulher é o anjo...
O gênio é imensurável,
o anjo indefinível...
A aspiração do Homem é suprema glória,
a aspiração da Mulher, a virtude suprema...
A glória traduz grandeza,
a virtude traduz divindade...
O Homem tem a supremacia,
a Mulher, a preferência...
A supremacia representa a força,
a preferência representa o direito...
O Homem é forte pela razão,
a Mulher é invencível pela lágrima...
A razão convence,
a lágrima comove...
O Homem é capaz de todos os heroísmos,
a Mulher, de todos os martírios...
O heroísmo enobrece,
o martírio sublima...
O Homem é o código,
a Mulher, o evangelho...
O código corrige,
o evangelho aperfeiçoa!...
O Homem é o templo,
a Mulher, um sacrário...
Ante o templo, nos descobrimos,
ante o sacrário, ajoelhamo-nos...
O Homem pensa,
a Mulher sonha...
Pensar é ter cérebro;
sonhar é ter na frente uma auréola...
O Homem é um oceano,
a Mulher, um lago...
O oceano tem a pérola que o embeleza,
o lago tem a poesia que o deslumbra...
O Homem é a águia que voa,
a Mulher, o rouxinol que canta...
Voar é dominar o espaço,
cantar é conquistar a alma...
O Homem tem um farol, a experiência,
a Mulher tem uma estrela, a esperança...
O farol guia,
a esperança salva...
Enfim, o Homem está colocado onde termina a Terra,
a Mulher, onde começa o Céu!...

Obras Inacabadas



                      Ainda sou inacabado, não sei se dará tempo de me completar...
                    Eu me experimento inacabado, da obra sou apenas o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser a confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros.  Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.
               O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência, empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentimentos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
              Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos, as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. È nessa hora que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis, mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
              Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
           Eu sou inacabado, por isso preciso continuar...

O amanhã pode nunca chegar



Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse. Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.  Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando a descoberto, não somente o meu corpo, como também a minha alma. Aos homens, eu provaria quão equivocado estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar. A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar. Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento. Tantas coisas aprendi com vós homens... Aprendi que todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo,
quando está a ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender, mas agora, realmente  de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa,
infelizmente estarei morrendo. Sempre diz o que sentes e faz o que pensas. Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião da tua alma. Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te “Amo-te” e não assumiria, loucamente, que já o sabes. Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos as coisas boas, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te o quanto te quero que nunca te esquecerei. O amanhã não está assegurado a ninguém, jovens ou velhos.  Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar.
      

quarta-feira, 6 de abril de 2011

PARA ADOLESCENTES



Você sabia que a adolescência tem sido considerada o período mais difícil e importante da vida? Isso porque você não é criança nem adulto, e todos parecem saber mais do que você o que precisa e o que deseja. E um tempo de definições sobre você mesmo; tempo de inde­pendência — ou pelo menos a busca disso. 

Adolescência é um tempo de mudanças em que ocorre o amadurecimento do sistema reprodutivo — a puberdade —, além do crescimento físico acelerado e desproporcional. Soma-se a isso a capacidade de pen­sar abstratamente. 

É um período de exageros, quando se ama e se odeia demais. Enfim, é um tempo de relacionamentos — com a família, com os amigos, com o mundo... Quero conversar com você sobre esses relacionamentos. E vamos começar por aqueles que mais mexem com o coração nessa fase. 

Mas... Uma pergunta: Você sabe o que é puberdade? 

Puber... O quê? 

Amadurecer é um dos processos mais importantes da vida. E a adolescência é uma fase de transição em que as principais mudanças acontecem. Entra em cena a PUBERDADE! O que é isso? É o nome dado às mudanças físicas que resultam em maturidade reprodutiva. 

Ela começa, geralmente, aos doze anos, ativada por uma parte do cérebro chamada hipotálamo. Não se assuste! Só estou citando essas palavras difíceis para fazer uma rápida explicação. No início desse pro­cesso, o hipotálamo, seguindo instruções de genes ultramicroscópicos, dá sinal para a glândula pituitária secretar hormônios... 

Entram em cena, então, outras glândulas, como a tireóide, a supra-renal e as gônadas, que produzem mais hormônios... Em resu­mo, toda essa parafernália hormonal estimulará o crescimento do corpo e o desenvolvimento de características de adulto. 

Com o início desse amadurecimento, você estará apto para a reprodução. As meninas atingem esse estágio de desenvolvimento um ou dois anos antes dos garotos. E essa maturidade é acompa­nhada dos impulsos sexuais, que moralmente não podem ser satis­feitos. Por quê? Calma... 

A puberdade é marcada, para as moças, pelo início da menstruação, que em geral é irregular por uns dois anos. Os seios crescem, surgem pêlos no corpo, e os quadris se alargam. 

No caso dos meninos, há outros sinais: instabilidade ou falha da voz — em razão do aumento das cordas vocais — crescimento de pêlos pubianos, início da ejaculação, bem como aumento dos testí­culos e alongamento do pênis. Este também pode ficar ereto nos momentos mais inoportunos, gerando constrangimentos. 

Sem amadurecimento pleno não é possível assumir um relacio­namento sério, como o namoro. E relacionar-se com alguém sem compromisso, apenas para satisfação dos instintos, é uma atitude perigosa, que trará conseqüências desagradáveis. 

O tempo das "cantadas" chegou 

As "cantadas" fazem parte da adolescência, e você estará se de­parando com elas no dia-a-dia. Muitas são engraçadas e sem nenhu­ma criatividade. Quem sabe você já tenha ouvido algumas, como: "Que gata! Só falta miar"; "Você é modelo?"; "O seu cachorrinho tem telefone?"; "Você caiu do céu e não se machucou?", e outras... 

Elas podem vir de alguém com boas intenções, que pensa em namoro de verdade e em construir uma família. Mas há pessoas aproveitadoras cujo objetivo é apenas "tirar uma casquinha" de você. Tenha cuidado para não se envolver com a primeira pessoa que aparece. Aprenda a desenvolver um senso de defesa, a fim de detec­tar as pessoas que se aproximam com intenções impuras. Se você é uma moça, saiba lidar com as "cantadas" — embora os rapazes tam­bém as recebam — que costumam ser freqüentes nessa fase da vida. 

Quem não gosta de uma boa conversa? Isso é normal. Contudo, há pessoas que, às vezes, vale-se de um "bom papo" para nos induzir ao mal. 


As aparências nem sempre enganam 

As "cantadas" geralmente são precedidas de expressões corporais. Por exemplo, quando alguém quer chamar atenção ou tem o interes­se de se aproximar, estufa o peito, gesticula exageradamente, balança o corpo, ri muito (e alto), deixa objetos de valor à mostra, ajeita os cabelos, etc. Atente para os sinais. Se perceber que se trata de alguém querendo apenas se aproveitar, evite a aproximação. 

Caso alguém com quem você tenha algum contato — o que é normal, principalmente na escola — se aproxime, observe os sinais de mentira, pois o mentiroso, por melhor que seja, tende a apresen­tar algumas atitudes que o denunciam. Sabia disso? 

O mentiroso desvia os olhos quando perguntado sobre assuntos delicados; pisca com freqüência quando a conversa declina para um assunto comprometedor; inclina-se para trás; responde "Não" e balança a cabeça afirmativamente, mesmo que de leve; pede que o interlocutor repita a pergunta, com intuito de ganhar mais tempo na elaboração de uma resposta. E assim por diante. 

Talvez você pense: Creio que é uma pessoa bem-intencionada". Cuidado! Nem tudo que reluz é ouro! Não basta alguém parecer ou dizer que é.

O que é "ficar"? 

"Ficar" tem várias definições. Para alguns, é aquela amizade que esquentou de vez e já está quase virando um namoro. Ocorre quan­do duas pessoas começam a fazer certas coisas que amigos não fazem como trocar pequenos "selinhos" — beijos leves na boca. 

Embora todos, na adolescência, estejam ansiosos por viverem grandes aventuras, há jovens um pouco mais cuidadosos. Preferem adotar um quase namoro — aquele "ficar" mais duradouro para fazer experiências visando um compromisso sério. "Fica-se" primei­ro, para depois assumir um namoro, caso haja afinidade mútua. 

Para outros, o "ficar" é um tipo de relacionamento moderninho chamado "namoro de férias" ou "amor de verão". Vivem momentos de procuras e descobertas e, provavelmente, viajam com o desejo de viver uma aventura amorosa — algo diferente do convencional — ou simplesmente de encontrar um companheiro. 

"Não há razão para preocupações. Para que esquentar a cabeça? O que vale, nesse momento, é o prazer pelo prazer", dizem os psicólogos. E talvez você pergunte: "Por que ter responsabilidade, se, para mim, o que vale é o prazer sem medo e sem amor, como diz uma canção de um grupo conhecido?" 

Os serial kissers estão à solta 

O "ficar" é focado exclusivamente no prazer sem responsabilida­de — aquele em que o rapaz "pega" várias meninas na mesma noite. Criou-se uma cultura em que a maioria dos adolescentes vê os relacionamentos como pura diversão. 

Nos Estados Unidos há muitos serial killers, famosos assassinos em série — psicopatas que matam por matar, e o máximo «de pessoas possível. Mas entre os jovens existem os serial kissers, cuja diversão é beijar em série e "ficar" com o maior número de pessoas numa mes­ma noite. O que você acha disso? 


Você "fica" com uma pessoa após a outra? Chegou a trocar beijos com várias em uma mesma festa? Vive correndo de compromissos? '' Está na hora de repensar essas atitudes. Quem só pensa em "ficar" está com medo de amadurecer. E isso é muito necessário para que você vença na vida. 

Há psicólogos dizendo que "ficar" não tem nada demais, desde que não haja exageros. Dizem que é "ficando" que o adolescente desenvolve a afetividade, conhece melhor seu corpo e suas reações. E mais: com a experiência adquirida, pode estar preparado para um relacionamento duradouro. Podem está certos, mas é bom evitar os exageros.


Ah, você quer namorar? 

Você está vivendo um momento muito especial e, ao mesmo tempo, perigoso, em que a vontade de estar ao lado de alguém do sexo oposto é quase insuportável, não é mesmo? O perigo é o se­guinte: na adolescência, tudo passa pela cabeça, menos os compro­missos sérios. Sei o quanto é divertido viver apenas para o prazer, mas o que adianta ter alguns momentos de prazer e, depois, uma vida inteira de problemas? 

É preciso levar a sério o relacionamento com alguém. Estar ao lado de uma pessoa apenas para preencher um vazio não é nada bom. Por outro lado, querer namorar sério quando ainda não se está preparado para isso é fazer a coisa errada na hora errada. 

Não quero deixá-lo confuso (a). Por isso, vamos avançar em nossa conversa, pouco a pouco. O namoro — namoro de verdade — só faz sentido quando se tem em mente um compromisso bem mais sério: o casamento. E entendo como é difícil para um adolescente pensar em namoro sério. 

Sem dúvidas, nessa idade, o "ficar" é muito mais interessante. E os sexólogos de plantão estão por aí dizendo que "ficar" é a melhor coisa. Dizem: "Desde que haja prevenção contra doenças sexual­mente transmissíveis, você pode fazer tudo o que seu coração man­dar". Mas tenha cuidado e procure sempre consultar o seu coração e procure fazer a melhor escolha! É isso mesmo: tenha cuidado com as escolhas, pois a vida é feita delas e quem escolhe o melhor vive melhor e quem escolhe o pior, idem. Qualquer psicólogo que escreve para revistas ou sites voltados aos jovens e adolescentes diria: "Confie em seus sentimentos e intui­ção" Vamos ter cautela! 

Você pode olhar para alguém e se apaixonar à primeira vista. Isso é um risco. Mas não significa que essa pessoa seja a que o fará feliz. Os seus valores estão acima de qualquer sentimento. 

Não use o seu corpo para o prazer irresponsável e inconseqüente. Você deve ter prazer, mas na hora certa e com a pessoa certa. Nada de "curtir a vida adoidado". 

Você deve ter respeito pelo seu corpo, sabia disso? Então cuide bem dele. Reserve-o para a pessoa que merecerá o seu amor — alguém que poderá partilhar com você alegrias e dificuldades; alguém que poderá criar filhos com você e construir um lar de muita felicidade. 

Se estiver disposto mesmo a namorar e convencido de que já possui a maturidade necessária para isso, vá em frente.
Ao procurar alguém para namorar, leve em conta uma condição básica: O amor, o respeito a pessoa amada e a si mesmo (a).

Imagine ter de conviver com uma pessoa que não lhe ama e não lhe respeita? Procure alguém que se harmonize com você. 

Você está apaixonado? 

Eu sei que a vontade de namorar, nessa fase, é muito grande. De repente você nota que algo estranho está acontecendo. Sente que parte de seu coração não é mais seu não é mesmo? Você começa a pensar demais em alguém e percebe que está sofrendo do mal — mal? — que a maior parte dos seres humanos sofre a paixão! 

Quem já ficou apaixonado sabe: o mundo muda, as percepções a respeito da pessoa amada são exageradas — sempre para o bem, é claro — e algumas alterações físicas são facilmente percebidas, tudo por conta da paixão. 

É comum o apaixonado ficar instável, mal-humorado, ansioso, agressivo e sem apetite. Ele costuma esquecer-se de tudo e perder o sono. Concentrar-se nas coisas que não têm relação com o ser ama­do e desejado é quase impossível. 

A resposta para essas mudanças involuntárias está no funciona­mento do próprio organismo. Sem que se tome consciência disso, quem está apaixonado libera neurotransmissores — a maior parte deles estimulantes — para o corpo todo. Essas substâncias causam aquelas sensações tão características, como batimentos cardíacos acelerados, mãos suadas, pernas bambas, além dos famosos apertos no peito e um certo nó na garganta. 

Uma dessas substâncias, a dopamina, é liberada principalmente quando você se encontra com a pessoa amada. Daí aquela euforia, o sentimento de estar nas nuvens e a famosa ansiedade. Algumas pessoas mais sensíveis podem até ter febre, falta de apetite e insônia quando distante do ser querido. 

Você deve estar se perguntando: "A paixão é uma doença?" Claro que não! Mas tenha cuidado. A pessoa apaixonada pode fazer coisas momentâneas, como prometer o que não cumprirá. É sempre bom esperar passar os primeiros meses, aqueles em que o "fogo da pai­xão" está bem alto, para ter uma definição melhor acerca da pessoa amada. 

Quer saber de uma coisa? A paixão sempre acaba! Por isso, para construir um relacionamento sólido, é preciso amar de verdade. Um namoro cujo elemento principal é a paixão dura pouco. "Amor e paixão não são a mesma coisa?" Não. 

Embora a paixão quase sempre surja primeiro como uma neces­sidade da natureza humana — ela se dá por meio de algum tipo de vínculo afetivo: uma atração física ou visual, uma admiração, etc. — o amor é superior, pois valoriza o ser humano como pessoa. 


Gostou deste capítulo? Espero que sim. No próximo, as coisas vão esquentar um pouquinho, e abordarei mais diretamente o namoro. Não podemos deixar passar essa oportunidade de conversarmos so­bre isso. Você deve estar com uma dúvida... Se o namoro é para pessoas maduras, e o "ficar" é perigoso, o que fazer? Vire a página. 


Tempo de Relacionamentos 


De acordo com uma pesquisa de uma universidade, não importa em qual ordem as Ietras de uma palavra estejam. A única coisa importante é que a primeira e a última Ietra estejam no lugar certo. O resto pode ser uma total bagunça que voçê pode uni-las e ler sem problema. Isso ocorre porque nós não lemos cada letra isolada, mas a palavra como um todo. 

Talvez o assunto em questão, em sua mente, esteja da mesma forma que o início deste capítulo — embaralhado. Que tal recomeçarmos? 

... deixemos todo embaraço que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta.

É possível que você tenha algumas dúvidas: "Estou sentindo muita atração pelo sexo oposto. O que devo fazer como adolescente? Estou apaixonado? Devo esperar um pouco para namorar? Como? Não posso 'ficar' nem um pouquinho? Só posso namorar sério? O que eu faço?" 

Essas questões são muito complexas, não é mesmo? Imagino a sua expressão de curiosidade neste momento. 

Amor ou paixão? 

O amor representa um conjunto de sentimentos, ações e pa­drões de pensamentos. Até a paixão — alimentada exclusiva­mente pela atração — pode estar contida nele, pois ela nunca subsiste isolada. 

Como vimos, quando alguém está apaixonado, experimenta mudanças orgânicas e de comportamento. A paixão altera o meta­bolismo e provoca reações diversas — boas e ruins. Trata-se de um sentimento passageiro que prioriza a impulsividade e o encantamento. 

O apaixonado fica "embriagado" pelo objeto de sua paixão, e suas reações são a distração e a alta palpitação do coração em alguns momentos. Como alguém se apaixona? Para que a paixão aconteça basta um olhar, um sorriso, um elogio, um e-mail despretensioso... 

Às vezes, ela é tão intensa que o seu portador acredita que ja­mais conseguirá abandoná-la. Quando não correspondida, torna-se perigosa, podendo gerar desespero. Por isso, o casamento não deve resultar de um namoro curto, baseado na paixão. 

Só o amor pode unir as pessoas de verdade. Veja o que acon­tece no mundo das estrelas do cinema, da música pop e do es­porte: "namoros relâmpagos" que acabam em "separações ins­tantâneas". Há alguns anos, um famoso cantor conheceu uma atriz em seu programa de TV e, um mês depois, decidiu trocar alianças com ela. 

O enlace durou apenas quatro meses! O que aconteceu? Todos pensavam que se dariam bem, que se tratava de amor à primeira vista. Na verdade, esse é um bom exemplo de paixão. Ela vai embo­ra de repente, da mesma forma como surgiu. 

Calma... Este não é um "livro de fofocas"... Mas você já deve ter ouvido falar da cantora e atriz Jennifer Lopez, que está entre as campeãs de relacionamentos rápidos, frutos de mera paixão. Seu primeiro casamento, com um garçom, durou um ano! Pouco tempo depois, começou a namorar um dançarino com quem se casou após sete meses. O matrimônio durou apenas oito meses! 

Quer mais um exemplo? Com quatro meses de namoro, o famoso jogador de basquete Dennis Rodman e a atriz Carmem Electra fizeram votos em Las Vegas (EUA), terra dos casamentos expressos. O pedido de anulação veio em nove dias! Rodman alegou estar com­pletamente bêbado quando aceitou participar da cerimônia. Bem, deixe-me parar por aqui, para não ser chamado de fofoqueiro. 



Namoro loooooooongo... 

Não pense que a solução para gerar amor seja aumentar o tempo de namoro. Há duas tendências gerais em relacionamentos longos; diminuição do amor — caso exista — ou exagero nas intimidades. E o Senhor, com certeza, não quer que isso aconteça.

Muitos acreditam que namoros longos produzam maturidade, autocontrole e amor. Contudo, se o tempo de namoro estender-se muito, o amor tende a esvair-se pouco a pouco. E, sem essa virtude, não há razão para namorar. Quanto aos conflitos e briguinhas, ten­dem a aumentar. 

Ademais, você acha que um casal de namorados que estão jun­tos há cinco ou dez anos, que se amam de verdade e que desejam unir-se definitivamente o mais breve possível, ficaram todo esse tempo apenas trocando cartinhas ou e-mails, além de olhares apai­xonados e beijos do tipo "selinho"? 

Cuidado com o aumento das intimidades. Caso você já esteja namorando alguém há bastante tempo e, por conse­qüência, exagerando nas intimidades. 

Quantos anos você tem? 

Não existe uma idade específica para começar um namoro? Existe uma distinção entre agir como menino e portar-se como adulto. É a maturidade que determina quando você deve assumir um compromisso, e ela nem sempre vem com o avanço da idade. 

Há jovens de vinte anos que se comportam como se tivessem quatorze. Antes de pedir alguém em namoro ou aceitar uma proposta, pondere sobre o assunto e só vá em frente se tiver certeza de sua maturidade. 

Quanto à idade para se começar um namoro, outros fatores de­vem ser considerados: a determinação dos pais. A aceitação por parte da família é muito importante. Caso sinta-se preparado para o namoro, converse com seus pais. Faça a coisa certa e você será feliz. 

O namoro deve ser uma preparação para o casamento. Em geral, quem quer namorar, tendo em vista o casamento, deve antes termi­nar os estudos e aprender uma profissão, para ter meios de susten­tar uma família, embora nada impeça que esse progresso continue durante o casamento. 

Tome cuidado para não ficar tão "embriagado" de amor, a ponto de esquecer-se de tudo. Mantenha os pés no chão. Quem sabe você reclame: "Estarei muito velho!" Não, você não estará velho, mas com a idade certa, a menos que tenha começado a estudar mais tarde ou experimentado muitas reprovações, o que representam exceções à regra. 

Dependendo da profissão que escolher, certamente terá de estu­dar mais alguns anos. Apesar dessa espera, que não é tão longa, você terá uma meta definida na vida. Não pode haver tempo mais propício para se iniciar o namoro. 

Vale a pena "ficar"? 

Quem "fica" envolve-se em relacionamentos superficiais, sem com­promisso, irresponsáveis e perigosos. Entendo o quanto é difícil abrir mão de uma aventura a dois. Estar com alguém, trocando beijos e abraços, sem compromisso, era tudo o que eu queria em mi­nha adolescência. 

Procure preencher o vazio que há dentro de você, que o obriga a buscar outras opções de prazer, como o "ficar"

Se você ainda não está maduro, ocupe-se, prepare-se para a vida. Nada de "ficar"! O que adianta "pegar" todos ou todas, e depois casar-se para ser mais “um” infeliz? 

E quanto aos impulsos sexuais? Vamos falar sobre isso mais adi­ante, e você entenderá que é possível viver diariamente sem ne­nhum relacionamento sexual e ainda ter uma vida feliz. Não faça do sexo um fim em si mesmo, pois há outras coisas mais importantes. 

Sei que é difícil, mas na vida há fases complicadas, e temos de passar por elas. É melhor agüentar a solidão agora do que sofrer uma dor bem maior depois. Você poderá se sentir ainda mais só...


Os meus pais viveram em uma época em que o conceito de namoro era bem diferente do meu: o casal de namorados limitava-se a pegar na mão e sentar junto no sofá, ou nem isso. Namorava-se na casa dos pais. Na minha época, isso já era diferente... E hoje o conceito secular de namoro é bem mais liberal. 

Basta prestar atenção às propagandas referentes ao Dia dos Na­morados para perceber que a ênfase recai no sexo. Para a sociedade moderna, namoro sem sexo não é namoro. Vivemos em um mundo em que a relação sexual pode "rolar" até no primeiro encontro! 

Era comum, antes, os rapazes pedirem ao pai da moça para namorá-la. Agora, tudo se resolve entre eles mesmos, sem que a família saiba. É claro que os jovens sempre querem independência, liberdade, mas o extremismo quer de uma, quer de outra parte, é perigoso. 

Não defendo o namoro de antigamente, pois vivemos uma outra realidade, em que os valores mudaram, e algumas adaptações são inevitáveis. Mas defendo o bom senso na hora de se fazer as escolhas. 

Como o jovem deve encarar o namoro? Quando maduro, preparado para um relacionamento sério, deve encará-lo com res­ponsabilidade, observando que a palavra "amor" não está contida em "namoro" por acaso. O namoro verdadeiro deve ser vivido por pesso­as que se amam, e não por aquelas que têm atrações passageiras. 

A finalidade do namoro é proporcionar um maior conhecimen­to mútuo. Namorar é assumir uma relação fixa diante da família, dos amigos e dos colegas de escola. É ter compromisso, fidelida­de, companheirismo. O namoro deve ter como objetivo o casamento. Esse é o conceito universal.

A hora de encarar os pais 

Alguns pais exigem que o rapaz peça-lhes permissão, antes de namorar a filha. Não interprete isso negativamente, pois eles têm todo o direito de saber quem a filha irá namorar. É um gesto bonito apresentar-se a eles e revelar as suas intenções quanto ao futuro. 

Há pais que não fazem esse tipo de exigência, mas não deixe que saibam por outras pessoas que você está namorando. Quando os pais do rapaz ou da moça — ou de ambos — reprovam um namoro, procure saber o porquê. 

Se houver alguma questão grave envolvida, o namoro não deve continuar. Se existe verdadeiro amor entre você e seu namorado; se ambos acreditam nesse amor e mesmo assim os pais sejam contra, não se irritem, procure convencê-los de que eles podem estar errados. 

Não provoque os seus pais nem os tenha como inimigos.

 Você é ciumento? 

Namorar é muito bom; dá aquela sensação de ter alguém com quem contar, não é mesmo? Isso nos leva, naturalmente, a preocuparmo-nos com o namorado e protegê-lo de qualquer "perigo". Um pouco de ciúme é bom e pode até fazer bem para o ego do outro. Mas, em excesso, só causa problemas. 

Definir o ciúme é tão difícil que médicos e psicanalistas apresen­tam diferentes teorias a respeito. Alguns dizem, por exemplo, que a raiz do ciúme é a falta da serotonina — hormônio ligado à auto-estima que gera o medo de perder a pessoa amada. E esse medo manifesta-se mais quando surge uma ameaça concreta à relação. 

Outros cientistas associam o ciúme a fatores socioculturais, de­pendendo da criação ou do fato de a pessoa ter sofrido uma traição. Há também aqueles que definem o ciúme como um zelo, que pode ser usado de forma positiva, ajudando a fortalecer o vínculo. Mas o perigo é quando o ciúme torna-se doentio, a ponto de fazer alguém ver indícios de traição em qualquer atitude. 

Como controlar o ciúme? O ideal é segurar a "onda" no momen­to e depois conversar com calma. O diálogo é importante para aumentar a confiança. Quando seu ciúme é obsessivo, você não confia e põe "minhocas" na cabeça. E namoro sem confiança não subsiste. 

A melhor maneira de vencer o ciúme em excesso é priorizar as coisas. Quando você valoriza demais um relacionamento, coloca-o em primeiro lugar em sua vida. E isso é fundamen­tal para você cair na tentação de idolatrar uma pessoa. 

Como enfrentar uma traição? 

O namoro é uma etapa da vida que pode ser descrita com duas palavras: paixão e felicidade. Os enamorados vivem grudados e não imaginam a rotina da vida sem a companhia do outro. É tudo diver­tido, engraçado... 

E quando as coisas mudam de figura? O que acontece quando um dos dois decide trair? A traição pode até não acabar com o relaciona­mento, mas causa abalo e sofrimento. Isso sem falar das conseqüên­cias espirituais. 

Ninguém está livre da traição, e você tem de saber como lidar com esse problema, para que não faça dele um fim em si mesmo e perca a sua confiança em você. 

O que fazer em caso de traição, perdoar? Bem, perdoar é o maior bem que uma pessoa possa possuir, mas é preciso ponderar até que ponto o perdão — seguido de uma nova chance, um recomeço — não será um consentimento para uma decepção ainda maior. Se você perder a confiança, é bom evitar manter um relacionamento. Perdoar, sim. Envolver-se de novo, não! 

No casamento, a coisa é um pouco diferente, e o perdão implica manutenção do matrimônio. No namoro, você tem a chance de perdoar e afastar-se. E eu recomendo que aconteça isso, mesmo que você sofra um pouquinho. Quem trai durante o namoro dá indicações de que trairá no casamento. É melhor não arriscar. 

MaturIDADE e nAMORo 

Lembro-me da minha adolescência... Quantas não foram às me­ninas — algumas nem tão meninas — por quem me apaixonei. Umas — poucas — corresponderam, outras não. Nessa fase da vida, é muito fácil se apaixonar e "trocar os pés pelas mãos". Tenha muito cuidado, pois há toda uma vida pela frente. Envolver-se cegamente com alguém é perigoso. 

O amor é, sem dúvida, um sentimento maduro. Na adolescência, é comum experimentarem-se vários momentos de paixão. Uns du­ram mais, outros menos, mas depois que se passa por eles, vê-se que eram apenas sentimentos passageiros. 

Você quer mesmo namorar? Vou reformular a pergunta: Você já está pronto para isso? Maturidade, em geral, só vem após a adoles­cência. Como não se trata de passatempo, só deve pensar em namo­ro — repito — quem tem o casamento como alvo. 

Ademais, antes de começar a namorar alguém, você precisa conhecer um pouco melhor essa pessoa. Namoro não é para se fazer experiências, pois você estará lidando com o sentimento de alguém. E isso é muito sério! 

Quantas pessoas que, por uma desilusão, jamais conseguiram ser felizes na vida sentimental! Não queira ser o causador de um mal dessa ordem a uma pessoa, nem seja alguém cujo namoro frustrado resultará em marcas emocionais inapagáveis. 

Vamos conversar sobre S-E-X-O? 

Existe uma grande pressão sobre os jovens para que, a cada dia, se relacionem sexualmente mais cedo. Os sexólogos, quase todos — fazem recomendações como "Use camisinha, proteja-se", e ao mesmo tempo orientam os adolescentes a se relacionarem com quem e quando quiserem. Isso é muito perigoso! 

Deus não criou o sexo para que o ser humano apenas receba e dê prazer, sem nenhuma responsabilidade. É importante que sin­tamos prazer por meio do sexo, mas feito de forma segura para evitar constrangimentos futuros.
Quer conversar mais sobre sexo?